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Conta
a tradição que um caboclo chamado
Plácido, ao caminhar na mata, encontrou
em 1700 a pequena imagem da Virgem
de Nazaré. Levou-A para casa, mas
Ela retornou ao lugar em que havia
sido encontrada. Diante
deste fato, que se repetiu várias
vezes, Plácido construiu uma pequena
capela no lugar do achado, para onde
acorriam milhares de pessoas em busca
dos milagres da santa, ato de devoção
que originou o gigantesco Círio de
Nazaré.
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| Ilustração
do achado de Plácido |
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O 1º Círio foi realizado em
1793, em agradecimento a uma
graça alcançada.
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Neste ano, o governador português Francisco
Coutinho, impressionado com as grandes romarias
à ermida de N.S. de Nazaré, decidiu organizar
uma festa pública para que todo o Pará conhecesse
essa fé.
Toda a população do interior foi convidada
para uma grande feira, onde as pessoas iriam
expor seus produtos da lavoura, além de
participarem de um fascinante evento religioso.
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Às vésperas da festa, o governador adoeceu.
Prometeu à Virgem que se melhorasse iria
buscar sua imagem na ermida e a levaria
até o Palácio do Governo, onde faria celebrar
uma missa. Em seguida a traria de volta
em romaria.
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Ilustração.
Governador com a imagem de N.S. de Nazaré. |
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Recuperado,
o governador cumpriu sua promessa.
E assim se iniciou a maior procissão
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religiosa
do mundo nas ruas de Belém.
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